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sábado, 20 de abril de 2019

Mestre Chuvisco em visita a Catedral da Universal Del Castilho


    Avenida Dom Helder Câmara, 4242 - Del Castilho   20771-003 Rio de Janeiro  
                                                                      Contato: (21) 2582-0500

 

domingo, 14 de abril de 2019

A PARCERIA QUE DEU CERTO: M. BIMBA E SISNANDO

        Mestre Bimba                                                                José Sisnando



“Os bons nascem prontos”
Não me esperem para a colheita. Estarei sempre a semear. 
Ernesto Che Guevara


SISNANDO. “É A PEDRA FUNDAMENTAL DA CAPOEIRA REGIONAL”. (segundo mestre Decânio) 
 Se este cearense - José Sisnando de Lima, do Crato-CE, não tivesse cruzado com Bimba naquela tarde na carvoaria, com sua força descomunal de lutador, seria muito difícil a capoeira regional chegar onde chegou. Ele foi crucial neste processo da organização, sistematização de ensino e projeção da capoeira regional baiana. Ele foi a luva, Bimba a Mão, Ele a chave, Bimba a porta, Sisnando o rio, Manoel Bimba o oceano, este cearense foi a bússola e o mestre foi o barco, uma simbiose, uma simetria para esta arte-luta. Bimba vê em Sisnando uma grande oportunidade da expansão da sua luta regional. A subida da montanha também é a descida, falou Nietzsche.

Manoel Bimba dos Reis Machado criou a luta regional, lutou, bateu e venceu. Quem mandava era sempre ele, a última palavra era do grande mestre. José Sisnando de Lima que saiu de sua cidadezinha natal rumo à Bahia, com um sonho de ser médico e tinha juntado com seu “matulão” interesse pelas lutas, já treinava o jiu-jitsu, luta grega romana e outras, mas queria aprender capoeira. Sempre visitava as rodas de capoeira nos finais de semanas em Salvador. Morando numa pensão, lamentava por não ter encontrado o “verdadeiro mestre” de capoeira. Até que um dia ouviu de um cozinheiro: “vá aprender essa luta com um nego chamado Bimba (ainda não era o grande Mestre Bimba), lá no engenho velho de Brotas, doutorzinho”. Bimba um homem de quase 2 metros de altura que o Doutor o respeitou desde início, ai Bimba olha para ele de cima a baixo e faz aquela famosa afirmação: “ capoeira é coisa pra preto e não pra branco”. Bimba, então propôs um teste para o baixinho cearense: “se aguentar três minutos no colar de força eu lhe ensino”. Por ser muito forte e por ter vivenciado outras lutas ele passou pelo teste de desafio e começou ali uma grande amizade e uma trajetória inseparável para a solidificação da capoeira regional baiana.

Sisnando foi o primeiro aluno universitário do Bimba. Para o sábio Mestre Decânio tudo começa quando ele chega na Bahia. O cearense vendo a dificuldade de reconhecimentos, os preconceitos e a desvalorização por parte da sociedade baiana em relação a capoeira, buscou formas e batalhou muito em defesa desta nova luta criada pelo mestre Bimba. Sisnando e outros alunos começaram a aproximar Bimba dos universitários possibilitando uma maior aceitação social e organização da capoeira. O Cearense “arretado” abre o mundo acadêmico e a sociedade da Bahia meu rei para Mestre Bimba e sua capoeira criada no final da década de 20. “Mestre Bimba começa a ser convidado por boas famílias para ensinar aos seus jovens meninos capoeira, presumivelmente como defesa pessoal” (Decânio) 

EM SUMA: SISNANDO É O CARA. E BIMBA O LUTADOR. 

Com 3 pancadas derrubava tudo e todos, com sua luta “regioná”. COMEÇA AI A HISTORIA. A influência evolutiva deste capoeirista - médico cearense é incontestável para a capoeira regional, angola e contemporânea até hoje. Bimba é um divisor de águas, tempo e espaço para capoeira naquela época e até hoje não existe nada de novo na capoeira que se aproxime desta obra fenomenal de arte chamada LUTA REGIONAL NORDESTINA BAIANA. O que temos hoje, são só repetições, pantomimas, plágios e uma “nova roupagem” de se jogar capoeira... Pois os toques são os mesmos, sequência, golpes, e a roda é a mesma, somos todos geneticamente filhos do incomparável todo poderoso Bimba, que ainda é inspiração e água de beber... Analisando a capoeira atual: “quando o bicho pega na roda, o dênde esquenta, voltamos rapidamente para capoeira do Bimba em pé e de 3 pancadas, ponteira, asfixiante e arrastão.

” Existem comentários que na década de 30 Sisnando participou de uma história curiosa: Defensor do governo de Juracy Magalhães, então interventor federal do Estado Novo da Bahia e também cearense, escutou que um grupo de estudantes de jornalismo iria escrever contra o governo. Sisnando então, disse aos estudantes que ao acabarem de escrever iria ler a notícia e caso não gostasse iria rasgá-la. Dito e feito. Os estudantes ficaram revoltados, partiram pra cima dele e não se deram bem. Um jornal da época publicou que um estudante de medicina enfrentou vários estudantes de jornalismo em defesa do governo. “Pouco depois Juracy se tornou amigo de Sisnando, que passou a integrar sua guarda pessoal”. (ABIB)- Sisnando começa a ter influencias políticas na Bahia e aproveita para apresentar Bimba e a capoeira regional ao governador Juracy e o presidente Getúlio Vargas e é nesta época que ele consegue a permissão para que a capoeira tivesse autorização legal pra ser praticada e sair do código penal. Bimba tem mais tarde a primeira academia oficial de educação física para ensinar seu METODO DE CAPOEIRA REGIONAL no Brasil. 

Com o passar do tempo, Sisnando e outros alunos do mestre começaram a ganhar espaço no cenário da capoeiragem baiana. A competência desse grande homem do Crato, cearense, nordestino e brasileiro Jose Sisnando de Lima, foi um momento histórico que desencadearia mudanças profundas no universo da capoeira até hoje. Com enorme acesso dos alunos em diversos setores na sociedade como a imprensa e o Estado a capoeira começa ser bem aceita. Bimba começa a viajar com seu grupo de alunos espalhando a Capoeira Regional por todo o País. Com essa união de forças a Capoeira Regional passa a ser aceita por seletos grupos sociais e conquistar prestígios na Bahia. Ninguém pode sobreviver sem uma utopia, salientou o Emil Michel Cioran. (1937).

Sisnando é homem digno de homenagens por parte de todos os capoeirista do Brasil e do mundo pelo seu trabalho e contribuição valorosa para formação faraônica da capoeira regional, na sistematização metodológica de ensino da luta regional, como também pela bravura de libertar a capoeiragem da marginalização, diásporas e rejeição social, e a colocar nos seios da sociedade baiana brasileira. Sisnando e Bimba já sabiam muito bem o valor que a capoeira tinha, pena que muitos capoeiristas e cearenses e brasileiros não sabem o valor que Sisnando tem na capoeira, não conhece e nem valoriza este nobre discípulo do Bimba: o homem que trouxe a luz e vento do Ceará para o dendê baiano.

Dr. José Sisnando Lima que depois formou-se pela Faculdade de Medicina de Salvador, tornando-se especialista em neuropsiquiatria, clinicou em Santa Bárbara seguindo depois para o sul do Ceará e norte de Minas. Retornou à Bahia e novamente em Santa Bárbara destacou-se pelos investimentos na agricultura o que lhe garantiu a presidência do Sindicato Rural de Feira de Santana. Foi também médico da Secretaria de Agricultura, supervisor estadual da Merenda Escolar e professor de Biologia. Eleito vereador em 1958, chegou à presidência da Câmara e nesta condição, substituiu o então prefeito Arnold Silva por quatro meses, no ano de 1962. 
Atribui-se a esse capoeirista cearense a coragem de um lutador incansável em busca dos seus sonhos. E a coragem é a primeira das qualidades humanas. Um homem de coração valente não admite falsificação. Ele era um sujeito leal, honesto e verdadeiro com suas palavras, firme em seus passos e digno com suas ações. Sisnando era um homem “cabra da peste”, de atitudes, determinações e perseverança em busca dos seus objetivos, por isso chegou onde chegou. 
Vamos congratulá-lo, respeitá-lo e parabenizá-lo pela sua grande contribuição na capoeira e colocá-lo no seu verdadeiro lugar de honraria na capoeira. "O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." Fernando Pessoa. “A diferença fundamental entre o homem comum e o guerreiro, é que o guerreiro encara tudo como desafio, enquanto o homem comum encara tudo como bênção ou maldição”. Carlos Castañeda
SARAVA...
DADOS BIOGRÁFICOS
gentileza de seu filho Hildebrando “Kimura”
José Cisnando Lima nasceu em 9 de Outubro de 1914, no Sítio Santa Rosa, Crato/CE.
Ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia em 1932 , formando-se em 1937.
Iniciou suas atividades profissionais em Sta. Bárbara/Ba.
Regressou à sua terra natal, em 1943, clinicando em varias cidades do sul do estado até 1950, quando retornou a Sta. Bárbara/BA.
Sonhador, empreendedor, apaixonado pela agricultura, trouxe colonos japoneses para incrementar as técnicas agrícolas em sua propriedade e foi pioneiro na irrigação das suas culturas, o que o conduziu à presidência do Sindicato Rural de Feira de Santana/BA.
Eleito vereador em Feira de Santana, foi líder do partido situacionista neste município.
Nomeado médico da Secretaria de Agricultura, foi requisitado paras a função de legista da Secretaria de Segurança Pública.
Exerceu os cargos de Supervisor Estadual da Merenda Escolar e representante federal da Campanha Nacional para a Merenda Escolar.
Eleito Presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, assumiu a Prefeitura local durante 4 meses por motivo de saúde do prefeito em exercício.
Dois anos depois dedicou-se inteiramente à psiquiatria, fundando duas clínicas particulares para doentes mentais.
Ensinou biologia no Colégio Santanópolis, no Instituto Guimarães e no Educandário da Casa São José.
Aprendeu Jiu-jitsu com Takeo Yano antes de chegar a Salvador.
Com Takamatsu, 5o dan da Shotokan e 2oda Kodokan, praticou e estudou o karatê.
Um dos seus colonos japoneses o iniciou em Kendô e Bojitsu.
A sua equipe de japoneses, oriunda da TakuDai, incluía Saito Masahiro, 2o dan pela Kodokan e 1o dan pela Shotokan,  que ensinou Judô e Karatê no Spartan Gym de Dr. Geraldo Blandy Motta e no Gremio da Escola de Politécnica, com o qual também pratiquei as duas artes marciais. 


                     Postagem da prof. Railda Santana e Mestre Chuvisco      

quinta-feira, 11 de abril de 2019

IV CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ITAPÉ - BAHIA























      Realizada no dia 10 de abril de 2019 na cidade de Itapé - Ba, a IV Conferência de Saúde  com as presenças marcantes de lideranças locais como: Professores, funcionários da saúde, representantes de igrejas, o vice-prefeito,  o  secretário de saúde  dentre outras,  a participação popular, músicas ao vivo com voz e violão  trio dos meninos do Entroncamento que alegraram e deixaram o momento suave . Sendo que o objetivo foi alcançado, pois, foram formuladas, debatidas e escolhidas as prioridades na grade curricular de melhorias da saúde do município, bem como a escolha de representantes do conselho de saúde para atuarem como delegados na plenária estadual de saúde.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

AS DOZE(12) PARTES DO BERIMBAU





                Achados e criatividade do Mestre Chuvisco e Professora Railda Santana


                                                             08 de abril de 2019

Como surgiu o berimbau?

A origem se perde nos milênios, já que o instrumento nada mais é que um modelo de arco, um dos primeiros instrumentos usados pelo homem para produzir sons.


Sua origem se perde na poeira dos milênios, porque o instrumento nada mais é que um modelo de arco, um dos primeiros instrumentos usados pelo homem para produzir sons, há quase 20 mil anos. A grande dúvida dos estudiosos, até hoje sem resposta, é se foi o arco usado para atirar flechas que deu origem ao arco musical – tataravô do berimbau – ou se ocorreu o contrário. Seja como for, o instrumento ganhou a forma que tem hoje entre as antigas tribos nativas africanas. Tudo indica que ele teria chegado ao Brasil já em 1538, junto com os primeiros escravos. Aqui, ele passou a ser identificado como elemento típico da capoeira. “O berimbau é a alma dessa mistura de dança e arte marcial, definindo tanto os movimentos quanto o ritmo”, afirma a historiadora Rosângela Costa Araújo, doutoranda na USP e fundadora do Grupo Nzinga de capoeira-angola. Isso não significa, porém, que seu som hipnótico se mantenha restrito às rodas de luta.
Na África, ele marca presença como acompanhamento musical de rituais fúnebres – e no Brasil também foi usado, no século XIX, por escravos recém-libertados para atrair compradores para os doces que vendiam nas ruas. Apesar do jeitão de objeto improvisado, o berimbau é um instrumento sofisticado, capaz de emitir várias sonoridades. Numa roda de capoeira autêntica, ele costuma aparecer em trio, cada um com um diferente tamanho de cabaça (sua caixa de ressonância). Quanto maior ela for, mais grave é o som. 
                           Fonte de referência: Acervo do Mestre Chuvisco
                      Escrito por profa. Railda Alves Araujo Santana
                                       08 de abril de 2019
                    

POR QUE CAPOEIRA DE ANGOLA?



Capoeira de Angola  refere-se a toda a capoeira que mantém as tradições antes da criação do estilo regional.
Existindo em muitas partes do Brasil desde os tempos coloniais, principalmente nas cidades do RIO DE janeiro , Salvador e Recife , é impossível dizer onde e quando a Capoeira Angola começou a tomar sua forma atual. O nome Angola começa logo no início da escravidão no Brasil, quando os africanos, levados para Luanda para serem enviados para as Américas, eram chamados no Brasil de "negros de Angola", independentemente de sua nacionalidade. Em alguns lugares do Brasil as pessoas se referiam à capoeira como "jogando Angola" e, segundo Mestre Noronha, a escola de capoeira do Centro de Capoeira de Angola Conceição da Praia , criada na Bahia, já usava o nome de Capoeira Angola.ilegalmente no início da década de 1920.
O nome Angola foi finalmente imortalizado por Mestre Pastinha em 23 de fevereiro de 1941, quando abriu o Centro Esportivo de Capoeira Angola (CECA). Pastinha preferia os aspectos lúdicos do jogo ao invés do lado marcial, e era muito respeitado por mestres de capoeira reconhecidos. Logo muitos outros mestres adotariam o nome Angola , mesmo aqueles que não seguiriam o estilo de Pastinha.
O ideal da Capoeira Angola é manter a capoeira o mais próxima possível de suas raízes. Caracterizado por ser estratégico, com movimentos furtivos executados em pé ou perto do chão dependendo da situação a ser enfrentada, valoriza as tradições da malícia , malandragem e imprevisibilidade da capoeira original.
A formação típica da bateria em uma roda de capoeira angola é de três berimbaus , dois pandeiros , um atabaque , um agogô e um ganzuá . 
Como vimos a Capoeira de Angola foi intitulada, porém, vários mestres seguiram uma forma própria de demonstrá-la, uns com movimentos mais sutis,mandingados como em uma luta utilizando até mesmo alguns tipos de armas em seus movimentos como: navalha, faca, punhal entre outros. Isso, era usado nas rodas de rua. Outros mestres como O Mestre Pastinha que montou sua academia inseriu mecanismos que tornasse essa luta mais suave e menos agressiva.
                                       
                                     Referências acervos do Mestre Chuvisco
                                     Escrito por: Profa. Railda Alves Araujo Santana
                                                      08 de abril de 2019             

                                                     

sábado, 6 de abril de 2019

MESTRE BIMBA, PAI DA CAPOEIRA REGIONAL





Adilson Alves da Silva
 21 de mar de 2014

Mais histórias sobre Mestre Bimba
  (  Manoel dos Reis Machado)


No começo de setenta
Em Goiânia capital
Mestre Oswaldo me revela
Um segredo sem igual

"To trazendo mestre Bimba
De Salvador na Bahia
Pra viver aqui em Goiânia
Numa grande parceria"

"E vai vir com a família
Deixando tudo pra trás
Magoado,descuidado
Dizendo não voltar mais"

"Ele sempre me dizia
Sobre essa decisão
De só voltar pra Bahia
Se for dentro de um caixão"

E lá se estabeleceu
Com um "Não sei quantos,mais"
Trazidos de Salvador
Para morar em Goiás

Começando vida nova
Aula aqui shows a caminho
Encontrei-o algumas vezes
Dando aulas no Joquinho(Jóquey club de Goiânia)

Para ensinar a ginga
Segurava pelas mãos
Puxando num vai-e-vem
Buscando a coordenação

Num dia desses de treino
Passei lá pra lhe mostrar
A carta de motorista
Que acabara de tirar

Ele olhou minha carteira
Me fitando no momento
Me dizendo "parabéns
Por mais esse documento"

Num show lá na pecuária
Antes teve um almoço
Perguntaram: "Quantos são?"
"Todos pra cá desse moço"

E esse moço era eu
Quanta honra e apreço
Ao me puxar respondia:
" Depois dele eu nem conheço"

Ao ver o seu neto com frio
Naquela noite ao sereno
Cobri com o meu casaco
O corpo daquele pequeno

E depois aqui em Brasília
No Cruzeiro fui chamado(Bairro de Brasília)
Pra entregarem o casaco
Que eu havia emprestado

Nessa volta a Brasília
Soube que ele perguntou
Por um aluno que eu tive
Cujo jogo ele gostou

Leonídes " Diabo-louro"
Branco-azedo, incolor
Deixou o mestre encantado
Com seu jogo de valor

Ao Oswaldo perguntava
" Me responda, seja franco,
Como vai aquele moço,
Que dá aula no URSO BRANCO?"(Elefante-Branco.)

Quantas vezes não me lembro,
Fui com o Oswaldo na casa
Deixar compras de mercado
Suprimentos não faltava

O carro ia pesado
Mal nos cabia o Opala(Preto)
Comida e muito mais
Na frente e no porta-malas

E o Oswaldo sempre atento
Cuidadoso e dedicado
Não deixava faltar nada
Sempre estava do seu lado

Depois perdi o contato
E fui estudar medicina
Fevereiro sete quatro
Soube de sua triste sina

O mestre morreu dia cinco
Em Goiânia capital
Chorou toda a capoeira
Fez-se mudo o berimbau

Antes disso ele desfez
Com o Oswaldo a sociedade
Preferiu tocar sozinho
Seu trabalho na cidade.

Foi dar ouvido "aos porcos"
Que hoje carregam seu nome
Chegou a dormir ao relento
Passou frio,  passou fome.

Disseram-lhe ao pé do ouvido
Que o Oswaldo lhe roubava
Mas sociedade é metade
De tudo que faturavam

Não vi mais o mestre Oswaldo(Mesmo morando tão perto)
Desde antes de sua morte
Meu relato é apartidário
Fidedigno e sem cortes.

                                                                 Acervo do Mestre Chuvisco

                                                                       05 de abril de 2019.

BIOGRAFIA DO MESTRE AMAURI DA QUILOMBO BRASIL CAPOEIRA



Amauri Carlos Ferreira, conhecido no mundo da capoeiragem como Mestre Amauri, nasceu em 10 de setembro de 1968 na cidade de São José do Rio Preto interior de São Paulo, começou a capoeira por volta de 14 de março de 1975, na Associação Praia de Amaralina na época localizada à Rua Marechal Deodoro da Fonseca N.  3345, São José do Rio Preto do Mestre Antonio Ambrózio , onde treinou por 7 anos.
   Formou-se professor em 23 de novembro de 1983 com o grande Mestre Cipó na Associação de Capoeira Grito da Liberdade.
    Deixando  o  interior  e se  mudando  para  São Paulo, conheceu o grande Mestre Ananias, onde graduou-se contramestre em 19 de janeiro 1994.
      Posteriormente,       ingressou      na      Confederação    Brasileira   de   Capoeira,  na  qual,   em 7 de julho de 2001, veio a ostentar a graduação de Mestre.
      Em 2002, o Grupo Quilombo Brasil lançou um projeto pioneiro, o Álbum "Assas do Pensamento"
 um CD  que trouxe grande ênfase em seu trabalho com a Quilombo Brasil em sua carreira, contando com a participação de grandes ícones da capoeira, como: Mestre Buda e o então professor Muralha, dentre muitas outras personalidades da nossa região. Deixando a marca indescritível na capoeira do Nordeste Paulista. 

                                         

                                                   Por: Mestre Chuvisco  
                                                                      e
                                                   Professora:  Railda Santana

Mestre Leopoldina, o último bom malandro - Parte 3

Capoeira Video: Mestre Leopoldina, o último bom malandro - parte 1

Entrevista com Mestre Burguês

A IMPORTÂNCIA DA LINHAGEM PARA OS PRATICANTES DA CAPOEIRA

                                    O MUNDO DA CAPOEIRA É COMPLETO     


 
                                           
O conceito de linhagem é de importância primordial para os praticantes da Capoeira Angola . A linhagem, a cadeia de professores ( mestres ) e estudantes, define o lugar de uma pessoa na comunidade da Capoeira e estrutura os ensinamentos e filosofias de uma escola. Os estilos podem evoluir de forma diferente através de diferentes professores, que, por sua vez, passam esses novos estilos para seus próprios alunos.
Embora houvesse uma série de outros mestres de Angola durante o tempo que passou no Pelourinho, a escola de Pastinha pode ser considerada a mais influente na formação da Capoeira Angola no que é hoje. A maioria dos mestres da Capoeira Angola pode traçar sua linhagem até Pastinha.

                           
                           DISCÍPULOS DO MESTRE PASTINHA
João Pequeno, Gildo  Alfinete, João Grande,Boca Rica, Aberrê, Curió, Pessoa Babá, Barba Branca, Jogo de Dentro, Pé de Chumbo, Moraes, Canjiquinha, Cobra Mansa, Jurandi, Braga, Valmir, Silvinho, Canjiquinha,Neco, Lua, Leiteiro e Bola sete.                                                                                                                                                      

sexta-feira, 5 de abril de 2019

O LENDÁRIO MESTRE PASTINHA.



    Ao agacharem-se ao pé do Berimbau, lembre-se  sempre que houve na História alguém que dedicou uma vida pela Capoeira e agradeçam pedindo proteção pela sua alma.

MESTRE PASTINHA, PAI E PROTETOR DA CAPOEIRA DE ANGOLA






   Nascido em 05 de abril de 1889 na cidade de Salvador Bahia. Vicente Ferreira Pastinha. Filho  de    José Pastinha (Pastiña), descendente de espanhol, proprietário de um pequeno armazém e Eugênia Maria de Carvalho Ferreira, uma negra nascida  em Santo Amaro da Purificação, a qual teve pouco contato.
   Pastinha travava luta com um menino quando tinha oito anos de idade , mas sempre levava  a  pior, de ver o menino sempre naquela situação, observando da janela de casa o "O MESTRE BENEDITO" decidiu ensinar-lhe a arte da capoeira.
   Aos 12 anos, ingressou na escola de aprendizes da Marinha. Onde ensinou capoeira aos colegas.
   Em 1910, pediu dispensa e começou a ensinar capoeira para número 19.   Lá treinaram   personalidades como:  João Grande, João Pequeno, Gildo Alfinete, Albertino da Hora, Natividade, dentre outros grandes nomes da capoeira.
   Além de trabalhar no Diário da Bahia, fundou em 1941 "O Centro Esportivo de Capoeira de Angola ".(CECA), no largo do Pelourinho. Apreciaram  as rodas de Mestre Pastinha: O Escritor Jorge Amado, Caribé, o filósofo Jean-Paul Sartre, e o ator Jean-Paul Belmondo. Nesse mesmo ano a convite de Aberrê( Ex-aluno). Pastinha foi para uma roda de domingo na ladeira do Gengibeira, localizada no Bairro da Liberdade , onde os melhores Mestres de Capoeira passaram a tarde, nesse dia um dos maiores mestres da Bahia chamado AMORZINHO, passa o comando total da CAPOEIRA DE ANGOLA para o mestre Pastinha. Os alunos de Pastinha usavam , calças pretas e camisetas amarelas as cores do Esporte Clube Ypiranga  seu clube de futebol favorito.
   Em abril de 1966, foi à África, representar o Brasil no 1 Festival Mundial de Arte Negra em Dakar ( Senegal ), recebendo várias homenagens dos participantes e promotores do festival.
   Em 1971, quando já estava velho e cego, disseram-lhe que teria que ser feita algumas reformas no conjunto arquitetônico do Pelourinho e que ele teria que mudar-se, assim  que o prédio tivesse pronto poderia voltar pra dar aulas em sua academia.
   Na mudança perdeu quase todos os móveis da academia, instrumentos, quadros, fotografias, e passou a receber uma quantia simbólica que mal dava para seu sustento. Quase paralítico e muito doente, foi morar num quarto pequeno e úmido, sem janelas, situado na Rua Alfredo Brito, n. 14, no Pelourinho.
   Infelizmente as coisas não aconteceram como deviam. O prédio foi desapropriado pela prefeitura e doado ao Patrimônio Histórico da Fundação do Pelourinho, que vendeu ao SENAC, Ao ficar sabendo, o mestre caiu em profunda depressão.
   Em fins de 1979, sofreu um derrame cerebral e após um ano de internação em hospital público foi enviado para um Abrigo D. Pedro II.
   Em 13 de novembro de 1981, aos 92 anos, morre cego, esquecido e na miséria o grande "MESTRE PASTINHA.
   
   

      Se estivesse vivo hoje, o Mestre Pastinha completaria 130 anos de idade.

                       Pesquisada pela professora Railda Alves Araujo Santana 

                       Fonte de Pesquisa: Revista Praticando Capoeira
                       
                      Acervo: Mestre Chuvisco

ORIGEM DA CAPOEIRA