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sexta-feira, 28 de junho de 2019

Jean Debret: obras importantes e documentos históricos do Brasil no século XIX.








                             Jean-Baptiste Debret

 Foi um importante artista plástico (pintor e desenhista) francês. Nasceu em 18 de abril de 1768, em Paris, e faleceu na mesma cidade em 28 de junho de 1848. Debret integrou a Missão Artística Francesa que chegou ao Brasil em 26 de março de 1816. Suas obras formam um importante acervo para o estudo da história e cultura brasileira da primeira metade do século XIX.



Biografia (principais momentos da vida do artista):



- Na juventude, Debret estudou na Escola de Belas Artes de Paris. Estudou também engenharia no Institut de France.

- Debret atuou durante um tempo na área de engenharia, porém, no final do século XVIII retornou para a pintura.

- Em 1798, expôs no salon a tela Le général méssénien Aristomène delivré par une jeune fille. Com esta pintura ganhou um prêmio. 

- Em 1816, integrou a Missão Artística Francesa, organizada por D. João VI de Portugal, cujo objetivo principal era fundar no Brasil a Academia de Belas Artes.

- Viveu 15 anos no Brasil (até 1831), onde organizou sua grande obra: o livro ilustrado Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil. Nesta obra apresenta diversas pinturas sobre o povo brasileiro, paisagens, sociedade, cultura e arquitetura do Brasil. As 153 pranchas foram acompanhadas por textos descritivos.

- Nos anos de 1834, 1835 e 1839 publicou na Europa, respectivamente, os três tomos de sua obra Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil.

Principais características do estilo artístico de Debret:

- Debret é considerado um artista cujas obras se enquadram no estilo romântico. Porém, alguns estudiosos de artes plásticas, consideram Debret como um pintor do neoclassicismo.

- Antes de morar no Brasil, retratou na França temas religiosos, bélicos e ligados ao imperador francês Napoleão Bonaparte.

- Suas obras, no Brasil, mostram paisagens, cenas cotidianas, a cultura e o povo brasileiro.

- Com cores vivas, suas aquarelas mostram sentimentos e emoções das figuras retratadas. O individualismo, característica das obras românticas, também se faz presente em suas pinturas.

- Detalhista, Debret buscou retratar, com o olhar de um viajante, todos os aspectos das cenas e regiões retratadas.



obra de Debret




 Interior de uma casa cigana (1820)









Principais obras de Debret na fase europeia:

- Régulus voltando a Cartago (1791)

- Le général méssénien Aristomène delivré par une jeune fille (1798)

- Primeira distribuição das cruzes da Legião de Honra (1804-1812)

- O médico Esístrato descobrindo a causa da moléstia do jovem Antíoco (1804)

- Napoleão presta homenagem à coragem infeliz (1805)

- Napoleão em Tilsitt condecorando com a Legião de Honra um soldado russo (1808)

- Napoleão falando às tropas (1810)

- A primeira distribuição de cruzes da Legião de Honra na Igreja dos Inválidos (1812)

Algumas obras da coleção Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil

- Caçador de Escravos (1820-1830)

- Interior de uma casa cigana (1820)

- Guerreiro indígena a Cavalo

- Escravidão no Brasil (castigo de escravo)

- Retrato de D. João VI

- Família de um chefe Camacan se preparando para uma festividade (1820-1830)

- Coroação de D. Pedro I (1822)

- Casamento de D. Pedro I (1829)

- Costumes dos ministros e secretários de Estado (1826)

- Tocador de Berimbau (1826)

- Família de Botocudos em marcha (1834)



































sábado, 25 de maio de 2019

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quinta-feira, 23 de maio de 2019

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Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas - CNDT


 Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas

Para Emitir Certidão Negativa PF.

                                                           
                                                           
                                                         
                                           


Para Emitir Certidão Negativa PJ.

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O CAXIXI:

O caxixi é instrumento idiofone do tipo chocalho, de origem africana. É um pequeno cesto de palha trançada, em forma de campânula, pode ter vários tamanhos e ser simples, duplo ou triplo; a abertura é fechada por uma rodela de cabaça. Tem uma alça no vértice. Possui pedaços de acrílico, arroz ou sementes de Tinquim secas no interior para fazê-lo soar. É usado principalmente como complemento do berimbau. A mão direita que segura a vareta entre o polegar e o indicador, segura também o Caxixi, com o médio e o anular, Desta maneira, cada pancada da vareta sobre a corda é acompranhada pelo som seco e vegetal do Caxixi.

domingo, 12 de maio de 2019

Homenagem para todas as mães do mundo inteiro





É com grande alegria, que utilizo esse meio para homenagear todas as mães e dizer que , o que seria a vida de um filho sem o carinho de sua mãe, em todos os momentos de sua vida. Esse amor é incomparável só quem tem ou teve esse privilégio é que sabe o valor de uma mãe.

Domingo Espetacular vai até a África saber mais sobre a história da escr...


Mais uma página vergonhosa da história da escravidão. Lamentável tamanho sofrimento e que ate hoje, a discriminação continua por causa da cor da pele. Por isso, tá aí a luta por dias melhores. É onde surge a Capoeira luta, sendo uma das formas que os negros trazidos aqui para o Brasil encontram, para safar-se dos castigos e perseguições.Por isso, o Movimento Negro não comemoram o 13 de maio.E sim como um Dia Nacional de Luta contra o Racismo.

sábado, 11 de maio de 2019

TRISTE E VERGONHOSA HISTÓRIA.

  Como era um navio negreiro da época da escravidão?  

Entre fezes e temperaturas de até 55 ºC, comia-se apenas milho e bebia-se só meio litro de água por dia



O navio negreiro – ou “tumbeiro” – foi o tipo de cargueiro usado para trazer mais de 11 milhões de africanos para serem escravizados na América. Em caravelas ou barcos a vapor, europeus, americanos e até mesmo negros se metiam no “infame comércio”. Os traficados eram, na maioria, meninos e jovens de 8 a 25 anos. Isso mudou nos últimos anos do tráfico. “Tudo quanto se podia trazer foi trazido: o manco, o cego, o surdo, tudo; príncipes, chefes religiosos, mulheres com bebês e mulheres grávidas”, disse o ex-traficante Joseph Cliffer, em depoimento ao Parlamento Britânico, em 1840. Como não havia fabricação de navios apenas para o comércio de escravos, até hoje já foram identificados pelo menos 60 tipos de embarcações adaptadas como tumbeiros. Se houve uma regra, é que eles ficaram menores e mais velozes no século 19, à medida que o tráfico se tornou ilegal e passou a ser perseguido pela política antiescravista dos ingleses a partir da aprovação da lei Bill Aberdeen, em 1845.


Veja como era a terrível viagem dos escravos do século 19




DANÇA TRISTE
Alguns traficantes levavam grupos de escravos adultos para o convés e os obrigavam a fazer exercícios físicos. Sob a ameaça da chibata, os negros tinham de dançar e cantar. O resultado era um “espetáculo” melancólico, que dominava o 


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DANDO BANDEIRA
Autorizada por acordos com outras nações, na luta contra o tráfico a Inglaterra seguia e vistoriava navios suspeitos em alto-mar. Como os Estados Unidos não permitiam essa vistoria, barcos negreiros de várias nações hasteavam a bandeira americana para passar por baixo do nariz dos ingleses.



TERROR INFANTIL
Além dos cerca de 20 tripulantes, apenas crianças podiam circular livremente no convés. Mas o rolê não era nada agradável. “Os jovens tinham acesso, mas muitos pulavam para fora do navio, pensando que seriam comidos”, afirmou aos ingleses o escravo Augustino, traficado aos 12 anos



PIOR QUE O SAARA
“Houve um companheiro tão desesperado pela sede que tentou apanhar a faca do homem que nos trazia água. Suponho que foi jogado ao mar”, disse o escravo Mahommah Baquaqua. Entre fezes e temperaturas de até 55 ºC, comia-se apenas milho e bebia-se só meio litro de água por dia


MOVIMENTO NEGRO
Rebeliões eram frequentes. E algumas revoltas resultavam na conquista da embarcação pelos escravos, como a do navio Amistad, em 1839. Outras, porém, como a do Kentucky, em 1845, acabaram com a morte de todos os escravos rebeldes, cujos corpos foram lançados ao mar


BANHO DE GATO
Para a higiene bucal, os escravos faziam bochechos com vinagre. Para limpar o corpo, só podiam se enxaguar duas vezes durante toda a viagem. Muitos padeciam de graves infecções oculares e intestinais, e os que não morriam chegavam moribundos ou cegos


ESTANTE HUMANA
Os traficantes dividiam o porão em três patamares, com altura de menos de meio metro cada um. Presos pelos pés, mais de 500 escravos se espremiam deitados ou sentados. “Ficavam como livros numa estante”, 
disse o traficante Joseph Cliffer


RADIOGRAFIA DO TRÁFICO


Escravos que saíram
A – Serra Leoa – 66.974
B – Costa do Ouro – 80.597
C – Baía de Benin – 222.407
D – Baía de Biafra – 217.781
E – Congo e Angola – 952.937
F – Moçambique – 236.504
Escravos que chegaram
1 – Carolina (EUA) – 47 mil
2 – Cuba – 502.998
3 – Jamaica – 69 mil
4 – Guiana – 65.049
5 – Bahia – 161.883
6 – Sudeste do Brasil – 893.925
*dados de 1801 a 1862, obtidos do estudo The Trans-atlantic Slave Trade Database, da Universidade de Cambridge